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Quem sou eu

Minha foto
Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Nasci no Rio de Janeiro e apesar dos problemas, amo essa minha cidade. Nos últimos anos tenho me dedicado a fotografar por aí. Sou alguém de sorte e de muitos amores. Não sei dizer se sou feliz hoje. Isso é algo que a gente só tem certeza quando o tempo passa, quando a poeira baixa, por isso que afirmo que estava bem feliz ontem. Minha inquietação ainda vai me levar a lugares onde nunca sonhei estar. Pode apostar...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Blog no Divã



Bom, como alguns têm percebido, venho passando por transformações radicais.
Por esse e mais alguns motivos, este Blog está em análise, (por mim, lógico!).
Quem sabe um dia desses ele recebe alta e volto a escrever (aqui), vamos ver...
Obrigada a quem leu e se divertiu comigo!
Nos vemos no Twitter, FaceBook e blá, blá, blá...
Bjs,
Li.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Ando devagar...




Semana passada um amigo me cobrou:
- Por que você não escreve mais?
Naquele instante nem me importunou tanto, mas hoje, fatos me colocaram em estado de alerta.
O ano de 2010 já passou da metade e fico triste em saber que produzi muito menos do que posso e gostaria. Daí caiu a pergunta: Por que?
Eu acho que Deus está me colocando no “cantinho do pensamento”.
Desde junho que estou praticamente parada. Tenho tido um problema de saúde atrás do outro e neste momento, encaro a terceira crise alérgica em menos de quarenta dias.
Eu, saturada de antibióticos – a alergia acaba trazendo outras coisas – vou tentando fazer de tudo para ficar bem. Meu corpo reclama, pede descanso e isso tem me deixado bem chateada.
Ontem, passei o dia de cama e claro, assistindo tudo na TV. Fiquei feliz quando vi que os trabalhadores presos, soterrados em uma mina no Chile, estão vivos. A comunicação de um deles com o ministro chileno foi cheia de emoção e esperança. Mas aí vem um detalhe: eles não sabem que talvez fiquem por até quatro meses lá embaixo. E o minerador dizendo...estamos bem, apenas aguardando o resgate!
Será que eles têm uma pequena ideia de qual “resgate” realmente está por vir? Não creio, e assistindo ao noticiário, vi de maneira bem óbvia que a reclusão se faz necessária e pode ser – mesmo que dolorida – uma oportunidade. É uma chance gritando, pedindo pra gente colocar em prática o máximo de nossa coragem.
Eu fotógrafa, ainda não postei registros em meu recente Face Book ou em qualquer outra página. Isso é péssimo, pois é a apresentação do meu trabalho que amo. Preciso disso!
Desde que voltei ao Brasil, ainda não criei outro site. O que estou esperando?
Me sinto envergonhada, pois sequer fiz um back up de minhas fotos para meu I-Mac comprado em maio. E olhe, você não imagina o tanto que desejei essa maçãzinha...
É! Eu escrevi “minhas fotos”. Eu as fiz, mas o que realmente me pertence?
Tudo é passageiro, pode levar muito tempo existindo, mas um dia acaba ou muda de formato.
Em um instante a saúde balança, alguém chega ao mundo, outro se vai, a gente constrói, desfaz, cai e LEVANTA! Assim as nossas vidas seguem.

Uma crise de alergia atrás da outra, são quase dois meses sem fotografar. São muitos dias de cama. Uma sensação de tempo perdido, mas eu preciso acreditar que faz parte de meu “resgate”.
Ficar esse tempo todo “inoperante” tem me remetido a grandes questionamentos. Tenho sentido medo de esquecer coisas  que aprendi com a prática. Medo de enferrujar.
Outro dia, vendo uma foto em panning (lindíssima) feita pelo querido Renato, deu vontade de sair da cama para procurar uma criança correndo. Vontade de pintar movimento em um click. É bom sentir falta de pequenas coisas. É onde mora o valor da vida.


Foto em panning (Fonte: Google)


E eu... que sempre penso saber tanto a meu respeito. 

Beijos,
Li.

Tocando em frente /Composição: Almir sater e Renato teixeira
Ando devagar por que já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais.

Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, e só levo a certeza de que muito pouco eu sei.

Eu nada eu sei ....


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.

É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.

É preciso a chuva para florir.


Penso que cumprir a vida, seja simplesmente compreender a marcha, ir tocando em frente.

Como um velho boaideiro levando a boiada.

Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou.


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.

É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.

É preciso a chuva para florir.


Todo mundo ama um dia, todo mundo chora.

Um dia outro chega, o outro vai embora.

Cada um de nós, compõe a sua história.

Cada ser em si, carrega o dom de ser capaz.

E ser feliz ...


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.

É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.

É preciso a chuva para florir.


Ando devagar por que já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais.

Cada um de nós, compõe sua história.

Cada ser em si, carrega o dom de ser capaz.

E ser feliz ...







COMPOSIção: ALMIR SATER / Renato Teixeira
Ando devagar por que já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais.

Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe, e só levo a certeza de que muito pouco eu sei.

Eu nada eu sei ....


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.

É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.

É preciso a chuva para florir.


Penso que cumprir a vida, seja simplesmente compreender a marcha, ir tocando em frente.

Como um velho boaideiro levando a boiada.

Eu vou tocando os dias pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou.


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.

É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.

É preciso a chuva para florir.


Todo mundo ama um dia, todo mundo chora.

Um dia outro chega, o outro vai embora.

Cada um de nós, compõe a sua história.

Cada ser em si, carrega o dom de ser capaz.

E ser feliz ...


Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs.

É preciso amor pra poder pulsar.

É preciso paz pra poder sorrir.

É preciso a chuva para florir.


Ando devagar por que já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais.

Cada um de nós, compõe sua história.

Cada ser em si, carrega o dom de ser capaz.

E ser feliz ...



domingo, 23 de maio de 2010

É agora!

Queridos amigos,



Uma nova fase está começando em minha vida. Vou fazer 44 anos, meu filhotinho já é um homem e na altura dos fatos, acredito mais que nunca que as melhores coisas da vida não são coisas.

Dia desses eu estava de conversa fiada com um amigo, eu me queixava de solidão.

Falei:

-O que vou fazer agora? Meu filho já se formou, já fiz tudo que a maioria das pessoas passa uma vida inteira para concluir. Ainda tenho 43 anos. E agora?

David não tem muita intimidade comigo, mas naquele dia, uma frase dita por ele fez toda a diferença.

“Li, sorte a sua! Você ainda tem mais uma vida para fazer o que quiser!”

Levei um sacode! Ele está totalmente certo! Por que eu não vi isso antes? Amor, mesmo que de mãe, muitas vezes cega a gente.

Não vou nascer de novo, mas já comecei a ver as coisas com mais leveza. Quero aproveitar minhas experiências para viver melhor. Elas não me foram dadas à toa. Tudo tem seu porque e para que.

Eu ando assim, um turbilhão de emoções. Deus me ajude a equilibrar esse período de transição.

Esta é hora de me dedicar muito mais a fotografia. Dentro de mim, sinto qualquer coisa querendo dividir instantes congelados, a luz que só eu vi em determinado momento.

Criei outro Blog onde vou falar e mostrar meu trabalho. Breve, vocês começarão a ver meus clicks. Já não era sem tempo.

Continuarei contando minhas risadas, isso faz parte do que sou, e quando escrevo aqui, sinto o mundo inteiro mais perto de mim. Muitas vezes é para mim que escrevo, é a minha necessidade de vocês.

Bom, antes que eu comece a deixar a conversa muito melosa, deixo beijos e todo meu carinho.
Li.







Para celebrar nossas possibilidades:



"Nosso medo mais profundo não

é o de sermos inadequados.

Nosso medo mais profundo é que somos capazes além de qualquer medida.

É a nossa luz, não as nossas trevas, que mais nos apavora.

Nós nos perguntamos:

Quem sou eu para ser Brilhante,

Maravilhoso, Talentoso e Fabuloso?

Na realidade,

Quem é você PARA NÃO SER?

Você é filho do Universo.

Você se fazer de pequeno não ajuda o mundo.

Não há iluminação em se encolher,

para que os outros não se sintam inseguros

quando estão perto de você.

Nascemos para manifestar a glória do

Universo que está dentro de nós.

Não está apenas em um de nós, está em todos nós.

E conforme deixamos nossa própria luz

brilhar, inconscientemente damos às

outras pessoas a possibilidade

para fazer o mesmo.

E Conforme nos libertamos do nosso

medo, nossa presença automaticamente, liberta os outros.”

Nelson Mandela


sexta-feira, 21 de maio de 2010

Em um instante!




Ontem cheguei ao auge do que uma mulher pode superar sobre TPM. Eu, que pensei estar livre desses ataques, me peguei no meio de uma crise severa de Tendência Para Matar.

Dei carona a uma amada amiga e a sua irmã que nunca havia me visto antes. Preciso explicar muito?

Quase posso apostar que a irmã tem certeza que existe algo de muito errado comigo. Vim dirigindo calmamente, mas falando pelos cotovelos. Ah gente! Tem que haver um jeito para extravasar. Ainda bem que de perto ninguém é normal.

Como depois da tempestade vem a necessidade de organizar a bagunça... Agora, do sossego de minha casa e ainda “atacada”, estou dividida entre a vergonha pelos chiliques e morrendo de rir pelas muitas lembranças que me cutucam. Como é bom poder rir de si mesma!

Olho em volta e tudo me conta uma história. São as fotos, os trecoletes que trago de minhas viagens. E assim uma coisa puxa a outra e não tem fim.

Percebo que estou mais chegada à terrinha. Fico feliz por estar no Brasil. Parece que a depressão pós Europa está me largando. As pessoas que me amam de verdade estão aqui e é com elas que conto.

Mas lembrando de viagem...

Fico impressionada como em poucos meses fora de casa, mesmo com acesso a internet, vou me desatualizando. São aquelas coisinhas que a gente precisa estar aqui para ver acontecer. É a prova do conviver para acreditar.

Quando mamãe e Igor foram me visitar na Europa, me senti por várias vezes “out”.

Eu quase morrendo de ansiedade, mas ao vê-los, explodi de felicidade. Jamais vou esquecer o instante, o encontro!

Vamos desfazer as malas? Surpresa! Minha mãe havia levado na mala 2 quilos de feijão, leite condensado e mais umas coisinhas. Parecia que eles haviam saído de casa em direção a ilha de Lost!

Até então, tudo bem, mas quando mommy resolveu dominar a cozinha, comecei a ficar atordoada. Imagine Dona Carolina pilotando um fogão alemão. Tive que etiquetar tudo! Toda hora eu era requisitada, pois ela desandou a cozinhar, mas não sabia ler as embalagens, as instruções dos aparelhos, ou seja, nada! A cada 30 segundo... Li! Ou então era o Igor: Mãe!

Fato que ficou marcado: se você é a única opção para tradução, acredite, vão tentar te enlouquecer! Coisas simples como: quente, frio, sobe, desce, saída, entrada, etc. e tal, vão precisar de tradução, ainda mais em alemão.

Lá pelas tantas, eu já não agüentando mais, falei: Mãe vai descansar, eu cuido disso!

Ah! Ela me solta um... Ih Li, sai daqui, cozinha não é a sua, CADA UM NO SEU QUADRADO!

Eu tive uma crise de riso e fiquei com cara de boba sem entender, mas Igor rapidinho me mostrou no Youtube de onde vinha o tal do quadrado, Daí para saber outras coisas foi um pulo.

E desse jeito, fui pega de surpresa por “Atoladinha”, Mulheres-fruta, Funk em várias velocidades.

Mas não é só nas “artes” que o viajante constante se perde.

Pense nos lançamentos de produtos? Eu viajo, a coisa arrebenta de vender aqui, todo mundo conhece e eu... Nada!

Uns meses longe de casa e inventaram escova progressiva, marroquina, indiana e acho que até filipina! Sem falar nos tratamentos capilares com sabores... escova de chocolate, de morango, de mel, muita coisa mesmo. Uau!

Dessas histórias todas, nenhuma foi mais marcante do que a primeira ida ao supermercado após um desses retornos.

Entrei na Sendas de Jacarepaguá, estava procurando pão integral e uma senhora me perguntou:

- É aqui que fica o clube social?

Pensei com meus botões... como assim? Um clube aqui dentro?

Respondi a ela que não sabia e que não fazia a menor idéia de onde era o tal clube. Ela me deu uma olhada esquisita, assim como se eu fosse doida, sabe?

Precisei de três semanas para entrar em outro supermercado e dar de cara com um BISCOITO chamado clube social. Me deu uma raiva! Esse tempo todo para entender que dentro do supermercado em Jacarepaguá, não poderia mesmo haver um clube e que alguém resolveu chamar um biscoito sem graça de Clube!

Viver é assim mesmo! Muitas vezes temos que experimentar de fato para saber que existe...
Se eu pudesse ser por um instante um bichinho, seria com certeza um canário do reino!

Beijo para você!

Li.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Twittando...

Papo de Twitter...




Hoje foi dia de riso. Acordei bem, sem pressa e depois de uma noite super bacana. Conversa de primeira!

Um monte de e-mails para responder.

Quem me escreveu? Minha “amiga” do Tadjiquistão. Mandou um alô. Bacana!

Por que tem gente que só sabe dar reply nos e-mails?

Escrever é difícil, ainda mais quando você está sempre sendo avaliada! Mas vale a tentativa!

Meu filho na correria, dia de fechamento do informativo da UVA (Universidade Veiga de Almeida).

Filho jornalista, responsável e amigo. Orgulho de mommy!

Checando... Mensagem direta perdida. Quando vi era pra ontem.

Fotos na segunda tomara faça sol. A modelo ajuda, graças a Deus!

Sonhando com câmera nova, lendo sobre as possibilidades.

Preciso comprar um monte de bobagenzinhas, falta paciência para ficar pralá, pracá.

Engarrafamento o dia inteiro, Hoje visitei my Mom. Ela quer me ver magrinha. Fez empadão. Assim não vale!

Preciso ver um monte de gente. Gente cliente, gente amigo, gente!

Esqueci meus esmaltes na manicure, ai que raiva!

Valeu Guima! Pagou minhas contas no Itaú. Ô Banco horrível!

Minha nora chega na sexta, não sei se poderei buscá-la no aeroporto, mas gostaria muito!

Imagina se esqueço de ir ao banco. Estou ferrada!

Vou ficar sem carro, não recomendo Peugeot a ninguém. O meu 2010, pela 4º vez de volta à concessionária.

Vou fazer campanha: Je déteste Peugeot!

Recebi convite para o Fashion Business. Vou chamar alguém para ir comigo. Quero muito ir!

O Flamengo perdeu mais ou menos.

O Work Shop de flash foi muito bom! Vou colocá-lo em prática na segunda!

Catei um CD bom demais! Os anos 80 estão com tudo!

Ando com mania de laço. Lacinhos mil. Vai ver é porque ando feliz.

Estou paquerando. Quem? Tá bom que eu digo! He, He, He...

O melhor: é recíproco! Ui!

Para encerrar a noite, música gostosinha. Minha amiga Mônica vai me sacanear. A letra entrega!

Beijos! Boa noite!


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Coincidências...




Faz um tempão que não venho aqui e fico com aperto no peito pelas coisas que deixo de contar.
Não sei digitar rápido e o pensamento acaba me atropelando. Vai ver é a falta do exercício.
Tem um bando de gente que me pede para escrever um livro. Isso a custa de muita lágrima e risada. De idas e vindas. Surpresas e torcidas a favor e contra.
Eu sempre tive histórias para contar, coisas diferentes acontecem comigo, aliás, com todo mundo, mas acho que observo demais. Será isso?
Vai ver a vida é só coincidência.
Certa vez fui visitar uma amiga em Chicago. Chegando lá, conheci uma brasileira que morava no Rio e a mãe morava no mesmo bairro que eu. Um dia antes da volta, ela me pediu para trazer uma carta e entregar a sua mãe. Sabe onde? No mesmo endereço que morei assim que me casei! No mesminho lugar, no mesmo APARTAMENTO!
Em outra viagem aos E.U. Conheci outro brazuca do Rio. Conversa vai e vem, descobri que eu e o tio desse dito rapaz, fomos namorados na adolescência! Eu me lembrei do rapaz ainda criança brincando com "titio".

Quando alguém famoso pega o mesmo avião que eu e vai de Ralé-Class, Bingo! Vai sentar do meu lado. Por conta dessas e outras, já viajei ao lado de Paulo Zulu e outras "famosidades", mas como nem tudo são flores, também tive como companhia Benedita da Silva falando no meu ouvido. A criatura estava envolvida em um escândalo sobre uso de verba pública para viagem pessoal e a m*** era justo sobre aquela viagem ali!
Claro que eu não sabia de nada, mas meu ex marido, que me aguardava no agitado saguão do aeroporto, vendo e já sabendo da história pensou de cara! “Ela deve estar no mesmo vôo que Lianni”. Certeiro! E eu que ainda não sabia de nada, ao sair logo... hum... Aí tem! Um monte de fotógrafos a postos, faixas de protesto, TV, tudo! Só fiquei interada do escândalo depois. Ainda bem...

Em Munique, logo no primeiro dia de curso (vamos estudar alemão?), a Lehrerin (professora), pediu que escolhêssemos alguém como parceiro de trabalho. A pessoa sentada ao meu lado, me escolheu sem muita chance para recusa. Alunos da Itália, Suíça, Romênia, França e tal. Minha colega de classe? Uma tajiquistanêsa. Ali pude colocar a prova meu poder de comunicação! Deus sabe como e com quantos mil gestos... A palavra mais clara em inglês que ela falava era “sori”.

Por fim por agora, outro dia por curiosidade, uma amiga me perguntou:
- Seu ex marido é daqui mesmo, do Rio?
Respondi:
- Não! Ele nasceu em Barbacena.
Ela paralisou o olhar.
- Como assim? Você casou com um homem que nasceu em Barbacena? Cara! Não conheço ninguém que conhece alguém que nasceu em Barbacena! Você não se contentou apenas em conhecer. Pegou e casou né?
(muitos risos!)

Ali me dei conta que jamais terei uma vida assim, morninha e detalhe: esse ex marido que foi criança pequena lá em Barbacena, tem uma tia bem anãzinha, que é um amor e está bem velhinha. Preciso terminar?
Bom, ainda não sei que foto vou colocar para este post. Vai um vídeo, é claro (para não perder o costume!).
Aproveito para esclarecer que o ex marido só está em evidência, pois depois de 7 anos separada, estou em processo de divórcio.
Quem me conhece sabe que não sou chegada a flash back.
Voltarei com mais freqüência, prometo.

Beijos e divirta-se com esse novo invento!

Li.




sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Assaltantes emocionais





Tenho repensado muito minhas amizades, com quem convivo, em quem confiar.
Não levei “rasteira” ou coisa parecida. Está apenas acontecendo.
Chega uma hora na vida da gente, que a qualidade dos relacionamentos precisa ser boa. Não vale a pena tolerar nada. Aceitar sim, mas com um nó garganta jamais. É isso que tenho feito.
Desde então, tenho sofrido decepções, me entristecido. Mas tenho entrado em descobertas que só o tempo poderia me proporcionar.
É preciso coragem, mas garanto que vale o investimento.
Tenho estado mais perto de gente bem resolvida. Que chora, sofre, ri, mas antes de qualquer coisa, ama!
Isso me deixa envaidecida, orgulhosa de mim, pois estou recebendo o que tenho doado. Que privilégio e tanto.
Ontem recebi por e-mail o texto que segue abaixo, aliás, veio de uma pessoa muito querida.
Que sirva de alerta, lição, alô, alô... para todos nós, lembrando que os relacionamentos amorosos envolvem amigos, namorados, famíliares e todos a quem dedicamos amor.

Beijo e aproveite!
Li.

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Assaltantes emocionais



Recentemente, li uma observação arguta e eloqüente sobre um certo tipo de relacionamento amoroso: aquele em que um dos dois é qualificado de "assaltante emocional" – pessoa "sempre com a arma na cabeça do companheiro, exigindo, exigindo".


Quando em um namoro ou casamento um dos parceiros sente-se "assaltado" pelo outro, isso quer dizer que o amor não está dando as cartas. O controle da situação foi assumido pelo ciúme, egoísmo, vaidade, prepotência e possessividade. Pois enquanto o amor predomina, a relação é marcada por altruísmo, generosidade, humildade e respeito pelo parceiro.


A confusão entre possessividade e amor é freqüente. Virou até um adesivo para se colocar no vidro traseiro do carro: "Não tenho tudo o que amo, mas amo tudo o que tenho." Quem acredita nessas palavras ainda não aprendeu que amor é doação, respeito, admiração e liberdade. Amor tem a ver com ser e estar. Não com ter e possuir.


A imagem do "assaltante emocional" descreve com precisão um tipo de comportamento que é característico de quem se deixou envolver pelo ciúme e perdeu o controle dos sentimentos, tornando-se escravo das emoções. Ora, amor é um sentimento adulto e maduro das pessoas conscientes de que não podem controlar nem possuir a pessoa amada. Convivem para desenvolver uma relação dinâmica, que evolui, modifica-se com o passar do tempo e dará frutos preciosos – se bem cuidada. É uma relação baseada na troca de carinho, de idéias, de apoio, e não na exploração de uma pessoa pela outra, ou na busca de posições de cobrança sobre o outro. O "assaltante emocional", uma vez passado o entusiasmo inicial da paixão, torna-se uma companhia desgastante e difícil. Deixa de ser alguém que pode ser amado e passa a ser uma pessoa da qual é preciso livrar-se. Em geral, é a insegurança que motiva seu comportamento. Um tipo de insegurança originário de problemas pessoais, dificuldades emocionais profundas, que necessitam de tratamento e, por isso, não podem ser resolvidas com medidas práticas. Por mais que o parceiro se esforce por acalmar-lhe as ansiedades, haverá a busca de novos motivos para explicar inseguranças e desconfianças, justificando exigências infantis e absurdas. Nada será capaz de aplacar suas exigências, sempre renovadas. É o chamado poço sem fundo.


A solução para a vítima do "assaltante" é livrar-se dela(e) ao menor custo possível. Quanto mais cedo perceber a índole do parceiro, mais depressa deve procurar romper. Convém evitar o prolongamento com a desculpa de tentar salvar a relação, pois o que se consegue de fato é aumentar os danos recíprocos e, em conseqüência, mágoas e ódios. Quanto maior a duração do elo, mais difícil e complicado dar-lhe fim sem sofrimento. Explica-se: o "assaltante" vai, aos poucos, construindo uma dependência emocional do outro, criando um vínculo perverso: em vez de uma relação de crescimento recíproco, duas pessoas cultivam neuroses e patologias variadas.


Essa espécie de ligação pode ser uma grande fonte de aprendizado. Aprende-se a fugir de certo tipo de pessoa e percebe-se quais as personalidades a evitar. Assim, a experiência protegerá contra futuros desastres amorosos. Mas se você continuar com o mesmo, voltar para ele ou cair nos braços de outro "assaltante", cuidado. Significa que tem a sua parcela de responsabilidade. Errar uma vez pode ser inevitável. Cometer o mesmo erro de novo indica, no mínimo, imaturidade. Na maioria dos casos, porém, uma doentia atração pela posição de vítima.




Luiz Alberto Py, médico psiquiatra, psicanalista e conferencista. Publicou, pela editora Campus, o livro A linguagem da Saúde (1998).

sábado, 20 de fevereiro de 2010

A vida e seus recados.




Olá pessoa!
Desde que cheguei da Europa, venho ignorando meu Blog. Castigando este pedaço que realmente não merece passar por isso! Puxa vida, você me ajudou tanto quando estive longe. Desculpe-me mesmo.
Mas voltei e que bom ter você comigo neste momento.
Definitivamente tenho problemas de readaptação. Está mais que claro para mim. Agora é aprender a lidar com isso.
A simples ida ao banco causou-me irritação. Tem fila, e existem pessoas que desconhecem a distância higiênica entre uma boca e um pescoço, nesse caso, o meu!
Impressionante! Acho que o povo do telemarketing sabe quando a gente chega de viagem. De repente, o telefone que não tocava desde julho, começou a tocar em uma caçada pela minha pessoa. Não quero revista, jornal, plano de saúde, muito menos ganhei carro algum, com direito a ligação a cobrar vinda de um presídio qualquer. CREDO!
Detesto o IPVA, o IPTU, a TAXA DE INCÊNDIO e essas coisas aviltantes que sempre vencem no início do ano, e o mais triste e revoltante: nada é feito (de bom) com esse dinheiro.
Essas coisas podem parecer “frescura minha”, mas quero ver você que me chamou de fresca, chupar um sacolé sem reclamar, depois de passar um tempão comendo Häagen-Dazs.
Não vou levantar neste espaço bandeira política. O fato é que, desde que cheguei tudo foi muito corrido.

Mas explico:
Já pisei por aqui com pouco tempo até o Natal e como não poderia ser diferente, havia uma lista gigante de coisas a fazer.
Organizar a correspondência acumulada, colocar "coisas” nos seus lugares, constatar na pele que o calor estava (e continua) terrível, resolver uma coisa aqui, outra ali. Dar um up na minha querida casinha e ainda no aguardo, questões pertinentes a minha longa ausência.
Presentes! Comprar presentes adoro! Este ano foram poucos, mas viva a internet!
Árvore de Natal faço questão. Decorar a frente da casa acho importante. Faz a gente entrar no clima natalino.
O tempo foi passando e estamos em final de fevereiro.
O tempo voa e não digo isso apenas pelas mil coisas que fiz nesses três meses. Digo por ter visto meu filho de beca. Como assim? Outro dia mesmo, eu levava o menino para a pré escola carregando uma mochilinha do Bart Simpson.
O que aconteceu?
Muita coisa...
Tentando organizar fotos no meu computador, vi que viajei por lugares que nem mais lembrava. Achei isso uma pena. Não quero essa modernidade toda.
É injusto preocupar-se em guardar como tesouro, todo o conteúdo de nosso HD, fazer vários back ups por ter pavor em perdê-lo. Precisamos guardar de verdade, as coisas bacanas que só existem na nossa história e que só nós seremos capazes de contar.
Os Hard Drivers não guardam o que a gente sente. Não armazenam aquelas lembrancinhas pequenas, mas tão valiosas, as lições que a vida prega. Os presentes ocultos que "dona vida" nos dá, assim de graça.
Só eu posso contar como vi. Só você pode contar como sentiu. E ao contrário também.
Esquecer a própria “saga” significa muitas vezes, repetir sofrimentos ou mesmo, deixar de reciclar uma felicidade.
Precisamos preservar a vida, mesmo que em certos momentos a gente pare e pense:
-Parem essa coisa que eu quero descer!
Em homenagem a vida, a criatividade humana e por amor...




Beijos e até a próxima!
Li.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

VIVER DESPENTEADA



VIVER DESPENTEADA

Hoje aprendi que é preciso deixar que a vida te despenteie, por isso decidi aproveitar a vida com mais intensidade.... O mundo é louco, definitivamente louco...O que é gostoso, engorda. O que é lindo, custa caro. O sol que ilumina o teu rosto enruga. E o que é realmente bom dessa vida, despenteia...
- Fazer amor, despenteia.
- Rir às gargalhadas, despenteia.
- Viajar, voar, correr, entrar no mar, despenteia.
- Tirar a roupa, despenteia.
- Beijar à pessoa amada, despenteia.
- Brincar, despenteia.
- Cantar até ficar sem ar, despenteia.
- Dançar até duvidar se foi boa idéia colocar aqueles saltos gigantes essa noite, deixa seu cabelo irreconhecível... Então, como sempre, cada vez que nos vejamos eu vou estar com o cabelo bagunçado... mas pode ter certeza que estarei passando pelo momento mais feliz da minha vida. É a lei da vida: sempre vai estar mais despenteada a mulher que decide ir no primeiro carrinho da montanha russa, que aquela que decide não subir. Pode ser que me sinta tentada a ser uma mulher impecável,toda arrumada por dentro e por fora.
O aviso de páginas amarelas deste mundo exige boa presença:Arrume o cabelo, coloque, tire, compre, corra, emagreça, coma coisas saudáveis, caminhe direito, fique séria... e talvez deveria seguir as instruções, masquando vão me dar a ordem de ser feliz? Por acaso não se dão conta que para ficar bonita eu tenha que me sentir bonita... A pessoa mais bonita que posso ser!
O único, o que realmente importa é que ao me olhar no espelho, eu veja a mulher que devo ser. Por isso, minha recomendação a todos que amo: Entreguem-se, comam coisas gostosas, beijem, abracem, dancem, apaixonem-se, relaxem, viajem, pulem, durmam tarde, acordem cedo, corram, voem, cantem, arrumem-se para ficar lindas, arrumem-se para ficar confortáveis! Admirem a paisagem, aproveitem, e, acima de tudo, deixem a vida despentear vocês! O pior que pode acontecer é que, rindo frente ao espelho, vocês precisem se pentear de novo...
Aproveitem cada dia de 2010.
Beijos!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

LH504 - Munich/SP - Departure:21:45h.



O texto já estava quase pronto e a mensagem escolhida. Faltava apenas a foto.
Resolvida a pendência! Olha eu!
Malas prontas e despachadas. Aqui no aeroporto, esperando minha partida para a terrinha!
Muito obrigada para quem acompanhou minhas andanças e assim, viajou um pouco comigo! Sei que tenho bons companheiros de viagem.
Do Brasil, as histórias serão outras. Volto a contar mais sobre o que não tive tempo e sobre as coisas que ainda virão.

Filho: Obrigada pelo apoio! Não vejo a hora de te abraçar! Eu te amo criança. Você é o meu ponto de chegada, meu porto sem tempestade.

Amigos: Obrigada pela torcida, pelo incentivo, até pelas lágrimas!

Até breve e aquele bem forte abraço!











Morre lentamente
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca
Não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente
quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida,
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente
quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente,
quem passa os dias queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece
ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior
que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos
um estágio esplêndido de felicidade.

Pablo Neruda


Em noventa dias.









Este é meu último dia aqui no velho continente. Em algumas horas, estarei em meu caminho para o Brasil.
Estou com um sentimento estranho. É uma mistura de saudade do que vou deixar, com felicidade pelo que vou encontrar. Aliás, vou inverter a saudade!
Tanta coisa que eu gostaria de ter escrito aqui para você. Mas às vezes é tão difícil colocar “no papel” essas minhas fases muito intensas.
Nesses noventa dias de Europa, eu fiz e vi coisas que nunca tinha prestado atenção, mesmo após tantas "vindas". Surpresas!
Conheci Munique inteira de bicicleta. Peguei trem para ir à escola de alemão, metrô para fazer compras e ônibus para ir ali tomar uma cerveja. Andei a pé, peguei carona, dei carona.
De repente, vejo que isso é o normal da vida e fico aqui pensando... Como vou administrar a saudade da pessoa que consigo ser aqui?
Falei que fui à Oktoberfest? Não? Pois é! Eu fui!
Museu de Van Gogh... Acho que nunca me emocionei tanto em um Museu! Um gênio que não teve qualquer amparo, compreensão. Deixava de comer para comprar tinta e assim, retratava suas dores e alegrias. Quando vi uma visitante fazendo sua crítica fajuta a um quadro, me deu vontade de falar: CA-LA A BO-CA!
Hoje a gente faz terapia, esperneia, toma Rivotril ou pode ser até um Valiunzinho. Van Gogh só tinha suas tintas, telas. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, se matou... Criou lindíssimas imagens e nos deu assim, de presente para sempre.
Deveria estar escrito na entrada: OLHE COM RESPEITO, MUITO RESPEITO!
Aliás, o que foi a ida a Amsterdam? Eu queria ter dedicado um post só a esta viagem!
Vou falar aqui bem baixinho... Eu dei um pequeno tapa na pantera! Shiii...hahaha...
Meu Deus! Se meu filhote tiver essa certeza (ele andava desconfiado!), vai falar um monte! Mas quer saber? Foi muito divertido. Ah!
(risos!)
Outra hora vou contar com detalhes. Você vai morrer de rir. Da decisão, passando pela compra, até o “experimento” é só comédia!
Tá bom, noventa dias de rápidos instantes. De viagens bacanas, de saudade, de mais um monte de canecas!
PS: Aonde vou, compro uma caneca! Faço coleção, sabe...
Se você leu o comecinho desse Blog, já está imaginando a bagagem de volta! Muita.
Eu poderia passar o dia aqui contando coisas, como por exemplo, sobre o ônibus anfíbio em Budapeste, muito legal! Mas vou terminar adicionando ternura. Quero falar sobre o ursinho Knut.
Knut é um urso polar que foi rejeitado pela mãe, decidiram que deveria ser sacrificado.
Um tratador, funcionário do zoo de Berlim, o adotou e passou a morar junto com o bichinho. Desenvolveram um laço de amizade comovente.
Fotografei e acompanhei Knut crescendo em minhas idas a Berlim. Semana passada, quando estive lá, o agora então urso grande, com namorada e tudo, estava assim meio saudoso.
A dedicação de Thomas Doerflein (o tratador) salvou a vida de Knut, e em setembro de 2008, Papai do Céu resolveu levar o “pai” de Knut para morar lá em cima. Knut sente saudade. Impossível ser diferente...
O vídeo é o que posso mostrar de melhor sobre o amor e a dedicação. As legendas estão em alemão, mas o amor não precisa de tradução, não é mesmo?
Me despeço dessa etapa pela Europa com lágrima nos olhos, mas também muito feliz, pois vou poder estar no Brasil e com você!
Até!


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Onde você vai estar em 2016?



Por muitas vezes, a melhor maneira para vermos “de perto” a realidade chama-se distância.
Faz um bom tempo que tenho vivido fora do Brasil. Estou sempre de volta à “terrinha”, mas ultimamente andei me sentindo “visita”. E daquela bem chata, que reclama de tudo. Mas o motivo é único e simples: eu gostaria que o mundo fosse melhor! Que nem malícia nem milícia fossem causas de medo. Que houvesse mais respeito entre as pessoas, que todas as crianças pudessem ir à escola.
É difícil ver que isso é possível, mas que por escolhas erradas, feitas por nós mesmos, estamos sofrendo tanto!
Mas pátria é como cartão de crédito: pessoal e intransferível. Não vejo como arrancar isso da alma!
Tive uma colega de turma no Goethe Institut que era do Tadjiquistão, falava farsi e muito mal inglês. Quando nos conhecemos, tive que chegar em casa e procurar no Google onde ficava o lugar. Li todas as informações possíveis, queria evitar uma mancada com Manzura (nome dela, ok?).
Bom, em uma de nossas conversas, ela falou com os olhos cheio d’água:
-Meu país tem muitos problemas, adoraria viver aqui na Alemanha, mas amo minha pátria.
Viu? Pátria é isso!
Você já deve estar aí se perguntado... o que deu nela agora?
Sabe o que? Acompanhando minuto a minuto a escolha da cidade para os jogos olímpicos de 2016, me bateu uma ansiedade, um desejo muito forte para que o Rio fosse escolhido!
Quando foi anunciado o resultado, pulei, gritei e comecei a chorar. Feliz! De repente me senti meio ridícula, mas se Pelé estava aos prantos de emoção, então por que não eu?
O esporte é incrível! Tem o poder de unir raças, desafiar barreiras, romper fronteiras de tempo e distância.
Atleta não é aquele que apenas pratica um esporte. Ser atleta é um estado de espírito que a criatura tem dentro de si.
Já imaginou o que deve ser ganhar uma medalha em olimpíada? Deve ser mais ou menos como pisar na Lua, imagino...
Estou feliz pelo continente, pelo Brasil e pelo Rio, que apesar de suas mazelas, é o lugar mais lindo mundo! O lugar onde Deus me disse... agora é com você! Vou ficar olhando daqui! Isso faz uns 43 anos...
Bjs para você!

sábado, 26 de setembro de 2009

Algumas dicas legais!





Os dias por aqui estão voando. Tantas coisas para postar! Mas ando na preguiça para digitar. Fases...
Bom...
Já me acostumei nessa rotina de curso todos os dias. Quarta feira terei minha última aula e sei que vou sentir falta.
Semana que vem saio para mais dias de viagem, coisa que me faz bem feliz!
Agora preciso voltar a estudar, mas antes deixo você com imagens interessantes e texto para pensar!
Beijos!


Algumas dicas legais!Vale a pena ler...

ESCRITO POR REGINA BRETT, 90 ANOS...
“Para celebrar o envelhecer, uma vez eu escrevi 45 lições que a vida me ensinou.
É a coluna mais requisitada que eu já escrevi.
Meu taxímetro chegou aos 90 em Agosto, então aqui está a coluna mais uma vez:

1. A vida não é justa, mas ainda é boa.
2. Quando estiver em dúvida, apenas dê o próximo pequeno passo.
3 A vida é muito curta para perdermos tempo odiando alguém.
4. Seu trabalho não vai cuidar de você quando você adoecer. Seus amigos e seus pais vão. Mantenha contato.
5. Pague suas faturas de cartão de crédito todo mês.
6. Você não tem que vencer todo argumento. Concorde para discordar.
7. Chore com alguém. É mais curador do que chorar sozinho.
8. Está tudo bem em ficar bravo com Deus. Ele aguenta.
9. Poupe para aposentadoria começando com seu primeiro salário.
10. Quando se trata de chocolate, resistência é em vão.
11. Sele a paz com seu passado para que ele não estrague seu presente.
12. Está tudo bem em seus filhos te verem chorar.
13. Não compare sua vida com a dos outros. Você não tem idéia do que se trata a jornada deles.
14. Se um relacionamento tem que ser um segredo, você não deveria estar nele.
15 Tudo pode mudar num piscar de olhos; mas não se preocupe, Deus nunca pisca.
16. Respire bem fundo. Isso acalma a mente.
17. Se desfaça de tudo que não é útil, bonito e prazeroso.
18. O que não te mata, realmente te torna mais forte.
19. Nunca é tarde demais para se ter uma infância feliz. Mas a segunda só depende de você e mais ninguém.
20. Quando se trata de ir atrás do que você ama na vida, não aceite não como resposta.
21. Acenda velas, coloque os lençóis bonitos, use a lingerie elegante. Não guarde para uma ocasião especial. Hoje é especial.
22. Se prepare bastante, depois se deixe levar pela maré..
23. Seja excêntrico agora, não espere ficar velho para usar roxo.
24. O órgão sexual mais importante é o cérebro.
25. Ninguém é responsável pela sua felicidade além de você.
26.. Encare cada "chamado desastre" com Essas palavras: Em cinco anos, vai importar?
27. Sempre escolha a vida.
28. Perdoe tudo de todos.
29. O que outras pessoas pensam de você não é da sua conta.
30. O tempo cura quase tudo. Dê tempo.
31. Independentemente se a situação é boa ou ruim, irá mudar.
32. Não se leve tão a sério. Ninguém mais leva...
33. Acredite em milagres.
34. Deus te ama por causa de quem Deus é, não pelo o que você fez ou deixou de fazer.
35. Não faça auditoria de sua vida. Apareça e faça o melhor dela agora.
36. Envelhecer é melhor do que a alternativa: morrer jovem.
37. Seus filhos só têm uma infância.
38. Tudo o que realmente importa no final é que você amou.
39. Vá para a rua todo dia. Milagres estão esperando em todos os lugares.
40. Se todos jogássemos nossos problemas em uma pilha e víssemos os de todo mundo, pegaríamos os nossos de volta.
41. Inveja é perda de tempo. Você já tem tudo o que precisa.
42. O melhor está por vir.
43. Não importa como você se sinta, levante, se vista e apareça.
44. Produza.
45. A vida não vem embrulhada em um laço, mas ainda é um presente!!!"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

VAMPIROS


VAMPIROS

Eu não acredito em gnomos ou duendes, mas vampiros existem. Fique ligado, eles podem estar numa sala de bate-papo virtual, no balcão de um bar, no estacionamento de um shopping. Vampiros e vampiras aproximam-se com uma conversa fiada, pedem seu telefone, ligam no outro dia, convidam para um cinema. Quando você menos espera, está entregando a eles seu rico pescocinho e mais. Este "mais" você vai acabar descobrindo o que é com o tempo.

Vampiros tratam você muito bem, têm muita cultura, presença de espírito e conhecimento da vida. Você fica certo que conheceu uma pessoa especial. Custa a se dar conta de que eles são vampiros, parecem gente. Até que começam a sugar você. Sugam todinho o seu amor, sugam sua confiança, sugam sua tolerância, sugam sua fé, sugam seu tempo, sugam suas ilusões. Vampiros deixam você murchinha, chupam até a última gota. Um belo dia você descobre que nunca recebeu nada em troca, que amou pelos dois, que foi sempre um ombro amigo, que sempre esteve à disposição, e sofreu tão solitariamente que hoje se encontra aí, mais carniça do que carne.

Esta é uma historinha de terror que se repete ano após ano, por séculos. Relações vampirescas: o morcegão surge com uma carinha de fome e cansaço, como se não tivesse dormido a noite toda, e você se oferece para uma conversa, um abraço, uma força. Aí ele se revitaliza e bate as asinhas. Acontece em São Paulo, Manaus, Recife, Florianópolis, em todo lugar, não só na Transilvânia. E ocorre também entre amigos, entre colegas de trabalho, entre familiares, não só nas relações de amor.

Doe sangue para hospitais. Dê seu sangue por um projeto de vida, por um sonho. Mas não doe para aqueles que sempre, sempre, sempre vão lhe pedir mais e lhe retribuir jamais.

Martha Medeiros

A IMPONTUALIDADE DO AMOR


A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

Martha Medeiros
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